quarta-feira, 21 de agosto de 2013

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 HÁ UM CHÃO 
QUE DE MIM FOGE... 
QUANDO O AMOR  
COMIGO DANÇA...






No olhar onde fundo me perco
Há um laço, que abraço me lança...
Indomável onda, de brasas me cerco
Nessa alma, que inquieta me canta...

É no verso, desse mar que avanço
...Que ardo... no mesmo passo que danço...
Alardo chama, incêndio me faço
Abraço, velejo, entre vagas... balanço...

É dia, é noite... nesse vira e mexe...
Nessa dança que o vira não cansa
Nesse mexe, que sem aviso cresce...

E é lá... onde mãos nem chão, preciso
Nesse tecido que em mim se tece
Que valso...paixão navego...perdido...





Rz







12 comentários:

  1. Oi Rui,

    Simplesmente magnifico,um poema 5 estrelas

    com louvor!

    Meu amigo, este teu poema é uma obra de arte completa;

    no conteúdo, na musicalidade, na forma expressiva e nas

    imagens poéticas tua (e a imagem postada).

    Um dos poema mais belo sobre a paixão.Os teus leitores,

    entre os quais eu me incluo, sabem o quanto é

    especial ler-te, contactar com a tua voz poética

    neste teu espaço de pura arte!!

    Grande abraço.

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  2. Apaixonante... poema que me toca e me transfigura...

    Que as curvas do tempo tendam para danças imprevisíveis Rui!

    Beijo grande

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  3. Li um dia, algures, “O Homem tem muitas qualidades, o poeta, tem todas: Ele cria!”.

    Eu sempre me detenho nos seus escritos, pela forma surpreendente como me emociona com as suas próprias emoções. Essa capacidade simples,como Midas, de fazer de um pormenor, uma tempestade de chamas e nos deixar em labirintos perfumados, a pensar no poder que tem um simples olhar (ou talvez não seja tão simples assim), ao transformá-lo num turbilhão de sensações como este, que li e reli já.
    Afinal, aquilo que o diferencia, nessa arte de nos colocar “lá”, onde a sua alma se rasgou já, quem sabe, sangrou e voou, livre e leve, como só a pureza, deixando-nos este perfume intenso de eternidade, esta sensação de um Ser intangível, porque etério.
    Por vezes tenho a sensação que uma alma assim, nunca cá está. E talvez por isso, o poeta tenha as qualidades todas.

    Emocionante, a “sua” paixão!

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  4. Convulso o verso estremece
    na fragilidade de uma etérea chama

    "E é lá
    Nesse tecido que em mim se tece"
    que nasce o verso

    Abraço

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  5. M*A*R*A*V*I*L*H*O*S*O

    Rui
    Que a poesia "grite" sempre em seu coração.

    Beijo

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  6. Na verdade, não sei do que gosto mais..
    Se das palavras, se da imagem que as antecede.

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  7. Olá!!!, Deus te abençoe, lindo poema com belas palavras, o seu blog é maravilhoso continue assim, S-U-C-E-S-S-O
    Já estou te seguindo, aguardo a retribuição.
    Canal de youtube: http://www.youtube.com/NekitaReis
    Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Batom-Vermelho/490453494347852?ref=ts&fref=ts
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br

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  8. Este vicio que me não deixa neste teu jeito, RZorpa, de compor com palavras as melhores das valsas…

    Demasiado intenso... quase doloroso... gostei muito.

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  9. É difícil acompanhar-te no passo mas já me tiraste os pés do chão e
    "...incêndio me faço
    Abraço, velejo, entre vagas... balanço..."

    Que prazer ler-te!
    Beijo

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  10. Um bailarido de emoções onde se destaca a paixão que não precisa de espaço ou alvo definido. Intenso! Quase como uma dança feérica...

    Tentei navegar no poema, tentei, não sei se consegui...

    Bjo, amigo RZorpa :)

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  11. Bom voltar a pisar em terras tuas, que possuem escritas muito belas. Havia perdido seu link do TERRITÓRIO de ZORPA e LOUBAH que muito gostava. Agora virei para cá...

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