terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Esse ar-tão-assim...













Não, não há tristeza sem senão
Mas há um certo ar, não resisto
um inverno arrepio, de verão
...que na beleza, sempre existe

Não sei se olhar, se expressão
se por dentro, um traço-esguio
Mas sei de um certo ar, perdição
um se-me-toca, estou perdido

Um marejar, raro e persistente
um quero fugir, mas não consigo
haja quem, ar-tão-assim, aguente

E se, eternamente, o belo existe
que a perdição, seja permanente
e a tristeza... nem sempre triste!



Rz







1 comentário:

  1. Ah poeta, quem mais pintaria assim o belo...
    Obrigada por este momento Rzorpa. Um poema para sempre!

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