segunda-feira, 7 de maio de 2012

Serie GENIAL: r.r








... Suaves tons de uma rosa silvestre, capaz de rir, de encantar e, se lhe doi, de enfrentar!







Viver é um caminho lento
sem rumo definido
onde me perco
vezes sem conta
pastora do agreste
tremendo a cada florir
a cada romper de raiz
                                                                                        
no solo húmido
de promessas vãs...
como uma espiga madura
tostada pelo sol
ondulo
no vento uma orquestra
de violinos...
e o meu corpo verga-se                                                                                       
levanta-se embriagado...

a música selvagem
foi um deus louco
que a semeou
na seara dos meus passos...


rosa.ralo - poetisa e pintora













































Palavras dedicadas à Pintora/Poetisa

Bela, como a rosa que eu sonhei
Só a rosa que à lapela se aninhou
Que de espinhos e cor se enfeitou
Tal como a do sonho, quando a beijei…

Sim porque de espinhos se fazem amores
Desses que nos lembram a cada momento
Que saborear mimos, beijando flores
É como sonhar, o que de ti me lembro






Leve, de suaves odores, jasmim
Chegam-me aromas do campo, sabores
Em que se cosem teus amores…

 E é assim, que pétala a pétala se constrói
A flor que rubra, umas vezes dói
Outras de amores se veste, suave…
:
:

Rzorpa















     

                                               
   PINTORA/POETISA



      ROSA RALO
       










terça-feira, 27 de março de 2012

Série: GENIAL - Sandra Lopes





SANDRA LOPES
Poesia feita pele, que arde...











OS SENTIDOS COM QUE TE SINTO




Com meus olhos admiro
O Corpo viril que prevejo
De homem que se perde em aflito desejo
Consome ora suave… ora ligeiro…
Que com corpo se veste
E de corpo se despe
Adorável e profuso instante
Que faz dele o mais apetecido amante…


Com meus lábios provo
A tua boca exaltada
Sufocando a melodia exagerada
Que adoro e para mim sorvo
E respondo
Em repercussões inusitadas
Pautando letras inacabadas
Que entre bocas vamos contendo…


Com meus dedos toco
A pele quente em arrepio
Que dedilhando provoco
E brincando desafio
Despertando a avidez
De delírios e excessos
Sem pudores, confessos
Sem rasgos de timidez…

Dos corpos solta-se
A mais bela combinação de odores
Paixão, desejos, afogos e furores…


Os sentidos com que te sinto
Dominam tão naturalmente…
Já não escondo… não… eu já não minto








E sendo, porque me arrepias
Como que poesia que nasce
Tu és poema que em mim cresce
Num ápice, livre, em que me desafias…

Só podendo ficar ou ir
Entre querer ou não, eu quero
Mesmo que descer ao inferno
Degrau seja, para ao paraíso subir…

Enleio-me, cego, na alma que me seduz
Onde sorvo ávido cada tom desse desejo
Socorro-me da palavra, que a ti me conduz…

Morrendo suspiros, quase gritos
Tremo convulso, como que à boca, te pedindo
Que de vez me mates, ardor que a sufocar-me sinto…:
:
:
:
:
:
Rzorpa
(Todos os direitos reservados)




segunda-feira, 12 de março de 2012

Serie GENIAL: MariaBUTTERFLY







É POSSIVEL  SEREM BELASA TRISTEZA E A DESILUSÃO?... QUANDO ASSIM CANTADAS...





QUAL PREFERES?


Esfumaste te!
Pergunto me
Onde estas?
Dissipaste te
Sonho maldito
Que eu sonhei!
Pesadelo...
Como te quero
Que já pensei
Em roubar te
Mas tu foste
Como o fumo
Que nem sombra
Deixou!
Como eu odeio...
Não te odiar,
E essa tua boca
Desejar
Desiludi te?
Pois é a vida
Eu desiludi te
E tu iludiste me
Qual a maior das
Desilusões?
Uma mentira bem contada...
Ou uma verdade mal-dita?











TEIA...




A  Teia teceu-te no cetim



 Tempo dito

Ditado sitio dito por ti

Palavras trancadas

                               O dito por nada o nada pelo dito

              Abraçado sem ver



Não olha quem não quer

Não quer quem não sonha

O sonho teceu a teia

                e  a teia teceu-te no cetim



Suaves linhas que vi

                             Dito o tempo

Que não diz...

                         Cala...

Ele não sabe nada.

 Do sonho tecido em teia

Que não tece...

                               Por mim.



MariaBUTTERFLY

Sinto que sabes
Tudo o que dizes
Tudo o que sentes…

Sinto que verás
Tudo o que olhes
Tudo o que inventes…

Sinto-te alerta
A tudo que te acerta
És poeta que mentes
Iludindo a dor que sentes


Rzorpa

BLOG                  








terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PASSOS... O diabo em corpo de pincel!







Traço gritante de alma libertina

Sim, a alma pode sê-lo, avante

Excitante sina, lida de turbante

Como sorrido semblante destina





LINGUA DE TRAPOS


A NAMORADA





Mas não só a inteligência te marca a ambiência





PERPETUA ROXA


És Amor, também perpétuo, em roxo forte






És sedução nos olhares que pintas, em cada sorte 


    

  O BERÇO






Constróis, desconstruindo qual torre babel

Desembrulhas, desventras e expões claramente
Com a precisão do mestre que se sente
És artista, és cor, és o diabo em corpo de pincel...



O BIDÉ






De traço certo, rumo ao desassossego

Confundes o teu talento e irreverência

Com pinceladas fortes de excelência

Desarrumo certo de espíritos em sossego
MARIA DÁ-ME ÁGUA




SÉRIE:
COM O REI NA BARRIGA






Bem, posto tal, quem vai aqui parir?
O rei ou a esposa, intocável rainha?
O belo é o que vejo ou o que sinto?
Sinto o diabo atrás da porta, tinto
Rubro de gozo, pela verdade ao meio partir...
O AMANTE REAL

O amante que semi-sentado, nu desafia
O séquito que desatina a ordem
Não mais é do que a desordem
Vestida ordem, no caos que fino pia...


FACEBOOK: RICARDO PASSOS


És Passos, mestre da libido desgovernada
Dos movimentos torcidos em desordem
Que em permanente derrapagem
Me deixam perplexo, longe do nada
Perto de tudo, qual poeta em desespero…

És artista, movedor de mentes... És Ricardo CORAÇÃO GRANDE de AMIGO!



:

:
:
:
:
:
:
Rzorpa

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

OBRIGADO MINÔ...





COM  ALMA, DIZES...

No amor se encontra com a rima
Pode ser flor mas também amor
Murcha (porque flor), se com cuidado não se estima
É de ti que falo, querida Leonor

Do sorriso, do olhar tudo é poesia
Sinto sempre que a qualquer momento
Irrompe em vendaval, qual tormento
O poema que em sua alma quieto jazia...



... E obrigado, pelo altissimo momento que nos proporcionaste na tarde de Sábado
ao declamar " Assim, porque vivi..." A poesia e sensibilidade que te correm a alma encheu esse escrito, de sentido!

PARA TI :





Sou, porque nasci
Assim, porque vivi
Não vivo para ser feliz
Feliz não é quem quer
Vivo sim, para o lado que me der
Troco tudo o que tive
O que tenho e terei também,
Pela posse do sonho livre
E do sorriso que me mantém
Tirem-me os anéis e o ouro
O agasalho, a cama e o pão
Deixem-me só o que aprendi,
A alma, o sonho e então…
Com uma nesga de futuro na mão
E a enorme esperança que carrego
Viverei para saber um dia a razão
Porque vim e não me entrego…
Deus meu, perdoai-me se por vezes choro

:
:
:
:
:
Rz
orpa
(Todos os direitos reservados)



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

POETA QUE DO MAR COLHE VENTOS, EM CORAÇÕES PLANTA POESIA...






FADO

Deixa-me deitar-me ao teu lado                                              
Ali mesmo ao relento de ti
Tapa-me com o teu xaile
Beija-me com a tua voz rouca                                                                   
Deixa-me sonhar-te aqui
Agarra-me em todos os teus tons
Acaricia-me no teu refrão...Alfama
E cega-me no teu fado vida !

( a editar) - 2011

De excelência é o teu fado
Palavras vãs, levam-nas o vento
Porque dizer tanto e a tempo
Genialidade e magia, criam o mago...


NO SAUDAR DE TI


no gotejar
dos teus lábios
bebo a noite
em marés frescas...
e acordo ao luar

no saudar de ti
adoço o meu olhar
sorrio ao desejo
em marés desatino...
e oferto-me no teu respirar

n MOMENTOS-  2012

Com palavras sobre palavras
Verso sobre verso que encanta
Poder com que desencanta
O poema que por nós lavras…
 FOLHA SEDENTA
 JOSÉ
Molho-me na chuva amena do teu suor
Como grito louco de folhagem sedenta
Do teu amor carente e ansioso de mim
Enseada do meu olhar adentro desse mar.
LUIS
Olho-te cego no cair da calma tardia
E o som aprazível do teu gritar tenor
Fere-me em assomos a tela muscular
Como se o dia fosse carrossel de noites.

OUTONO
Escrevo nesses lânguidos doces encantos
Escrevo e nem leio o que faço na razão
Escrevo apenas movimentos e espaços chama.

Acordo frio e apartado dos teus odores
O palco da nossa noite era um vazio de sonho

E os aplausos de ti, mero granizo cortante.
in TEMPO - 2011 ( a publicar)

Encanto de musas, quatro estações
São de Outono os ventos e canções
Que com laivos de paixões nos cantas…

E como (a)mar, doce amor passa
Quão perfeita a dança dos ventos
Que dançando, promessa nos faça

Rzorpa
Em homenagem ao poeta J.L.Outono