segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

SEM LICENÇA IV



 
...PORQUE ME PERTENCEM...
 
Ou porque as sinto, obras minhas
Ou porque gostaria de as ter inspirado
Não avisarei ou pedirei autorizações
Porque tenho o direito de me encantar
E deixar que se encantem, todos
Os que este local procurem.
Pronto a aceitar as punições devidas
Apenas agradeço ao Universo
ter-me colocado na rota, destes
Que em vida
Constroem a sua e, com ela
A humana imortalidade.
Palavra a palavra
Pincelada a pincelada
Cinzelada a cinzelada
ou
Olhar a olhar...
Por favor, deliciem-se...
 
 
 
 




A Noite que à Noite se Sobrepõe

( A tua poesia caro Filipe, vagueia num tempo sem tempo, num espaço que beira o vácuo de sentido cheio, onde se mergulha, sem volta aparente... Mas o que a torna absolutamente incontornável é esta emoção profunda, de que não fugimos nunca, quando dela nos abeiramos... Por isso, não tenho dúvida, mantêr-se-á viva, ainda que, "para além da hora"...) 




Um dia
          
               o dia será

                                 Ausência



Por fim
      
                o tempo cessará

                                           Infinitamente





Como noite que à noite se sobrepõe
A sombra à sombra se sobreporá


                                                 Como uno momento
                                                 Como definitiva forma





Infecundadas são todas as negras primaveras
Assim como estéril é o corpo por fecundar


Inútil é o tempo consagrado à treva
Assim como toda a reza é ineficaz




Longos suspiros são mil murmúrios
Vagos abismos de inacessíveis altares





Na noite

                ausente será

                                       A memória


Sem fim
 
                a utopia cessará

                                           Definitivamente






Como voz sobre o vácuo vertida
Como verso de um poema vazio




 
Conheça mais... FILIPE CAMPOS MELO
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SEM LICENÇA III




...PORQUE ME PERTENCEM...
 
Ou porque as sinto, obras minhas
Ou porque gostaria de as ter inspirado
Não avisarei ou pedirei autorizações
Porque tenho o direito de me encantar
E deixar que se encantem, todos
Os que este local procurem.
Pronto a aceitar as punições devidas
Apenas agradeço ao Universo
ter-me colocado na rota, destes
Que em vida
Constroem a sua e, com ela
A humana imortalidade.
Palavra a palavra
Pincelada a pincelada
Cinzelada a cinzelada
ou
Olhar a olhar...
Por favor, deliciem-se...



 
 
 
 
 
CAFÉ NA LUA
 
 
(Cantas o recondito profundo do divinal ser, com a divina forma de cantar o profano, insana proibição... Real, crua, imaginação da libido no seu estado mais puro de sedução, sem nunca descompor a arte. És rara, talvez única, neste expressar do interior humano, de forma tão bela...
A minha escolha...? Razões que a razão desconhece, no repentismo de um enorme talento... Em poesia!
 


Não sei desse cheiro dos cafezais
Mantos verdes enluarados
...
O orvalho da pele humedecida
No tacto dos dedos aromas carnais
Entre olhares enfeitiçados
E a lua consentida

Por um poema teu
Um café na lua ou eu
E toda a nossa vida

Brilha nos olhos o café ardente
Esperam por nós rubras bagas
Na pele suada e quente
As minhas mãos guardas
Que meu olhar consente
Há motivos desenhados
Arabescos com café
Traços embainhados
Como quem pinta com o pé
A desenha a sedução
Na pele nua do teu ser
Que cheira a excitação
Depois de uma noite de prazer

Por um poema teu
Um café na lua ou eu
E toda a nossa vida por contar

E há cestos levando sonhos à lua
E mãos que colhem doces sentidos
E aromas da tua pele nua
Nos lábios e na boca travos perdidos
Sabor e gosto a tua pele crua
No fundo da chávena desejos tidos
…
 
Há um aroma a café quente
que minha pele, na tua inventa...
Não sei o nome, mas sei da lua
A pele que minha, a tua tenta...
 
É um fragor, uma unção de sabor a menta... e sedução
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 



domingo, 27 de janeiro de 2013

SEM LICENÇA II




...PORQUE ME PERTENCEM...
 
Ou porque as sinto, obras minhas
Ou porque gostaria de as ter inspirado
Não avisarei ou pedirei autorizações
Porque tenho o direito de me encantar
E deixar que se encantem, todos
Os que este local procurem.
Pronto a aceitar as punições devidas
Apenas agradeço ao Universo
ter-me colocado na rota, destes
Que em vida
Constroem a sua e, com ela
A humana imortalidade.
Palavra a palavra
Pincelada a pincelada
Cinzelada a cinzelada
ou
Olhar a olhar...
Por favor, deliciem-se...





 




EXISTENCIAL

 
(Não raras são as vezes Nuno, que mergulho na densidade da tua poesia
e emerjo refeito... e mais rico, também!)
 

A terra húmida sob os pés
Vida que passa descalça
Por ser tão livre como criança
Ou arvore de fruto
Ou erva daninha.

Faço a minha casa nos teus olhos
Uma espécie de amor
Que trago à noite
Com jardins e com vento
Para dormirmos bem.

Sobre a vida
Falo te amanhã
Vamos dormir agora
Abraçados a esta filosofia
Imperfeita como os homens.

Para sempre a vida
Talvez um ciclo
Esqueci uma religião que falava disso
Sintonia e equilíbrio
Para sempre, acredita

Quando partir ficarei ao teu lado
E levo-te comigo
No aroma de uma essência
Tão básica e natural
Que não existe.


 
 
 
 
 
 

  
 
 

 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

SEM LICENÇA I ...




...PORQUE ME PERTENCEM...
 
 
 
Ou porque as sinto, obras minhas
Ou porque gostaria de as ter inspirado
Não avisarei ou pedirei autorizações
Porque tenho o direito de me encantar
E deixar que se encantem, todos
Os que este local procurem.
Pronto a aceitar as punições devidas
Apenas agradeço ao Universo
ter-me colocado na rota, destes
Que em vida
Constroem a sua e, com ela 
A humana imortalidade.
Palavra a palavra
Pincelada a pincelada
Cinzelada a cinzelada
ou
Olhar a olhar...
Por favor, deliciem-se...



 
 
 
 
 
 
À LUZ DO TEU POEMA

( Como eu gostava Teresa, ter escrito este poema...) 

                                                                                                                SANTOS CARVALHO
                                                                                                                            ESCULTOR
 
Dá vontade de existir no teu poema
viver nele a minha história
é tão intensa e bela
que só a fantasia cabe nela
Entrar no teu poema
é tão fácil afinal
deixaste a porta aberta
a quem se queira deleitar                                    

fazer da alma coração                                             
e viver a plenitude diáfana                                 
da mais intensa ilusão
Viajo devagar , a gosto
no teu extenso poema
e na estação de saída
fico tão surpreendida
que saio murcha, com pena
A felicidade que se apanha
em breves momentos reais
no olhar deixa o riso
e na luz do teu poema
são momentos imortais
 
 
                                                     
 
 
Conheçam mais:  TERESA ALMEIDA                    
 
 
 


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Serie GENIAL: r.r








... Suaves tons de uma rosa silvestre, capaz de rir, de encantar e, se lhe doi, de enfrentar!







Viver é um caminho lento
sem rumo definido
onde me perco
vezes sem conta
pastora do agreste
tremendo a cada florir
a cada romper de raiz
                                                                                        
no solo húmido
de promessas vãs...
como uma espiga madura
tostada pelo sol
ondulo
no vento uma orquestra
de violinos...
e o meu corpo verga-se                                                                                       
levanta-se embriagado...

a música selvagem
foi um deus louco
que a semeou
na seara dos meus passos...


rosa.ralo - poetisa e pintora













































Palavras dedicadas à Pintora/Poetisa

Bela, como a rosa que eu sonhei
Só a rosa que à lapela se aninhou
Que de espinhos e cor se enfeitou
Tal como a do sonho, quando a beijei…

Sim porque de espinhos se fazem amores
Desses que nos lembram a cada momento
Que saborear mimos, beijando flores
É como sonhar, o que de ti me lembro…






Leve, de suaves odores, jasmim
Chegam-me aromas do campo, sabores
Em que se cosem teus amores…

 E é assim, que pétala a pétala se constrói
A flor que rubra, umas vezes dói
Outras de amores se veste, suave…
:
:

Rzorpa















     

                                               
   PINTORA/POETISA



      ROSA RALO
       










terça-feira, 27 de março de 2012

Série: GENIAL - Sandra Lopes





SANDRA LOPES
Poesia feita pele, que arde...











OS SENTIDOS COM QUE TE SINTO…




Com meus olhos admiro
O Corpo viril que prevejo
De homem que se perde em aflito desejo
Consome ora suave… ora ligeiro…
Que com corpo se veste
E de corpo se despe
Adorável e profuso instante
Que faz dele o mais apetecido amante…


Com meus lábios provo
A tua boca exaltada
Sufocando a melodia exagerada
Que adoro e para mim sorvo
E respondo
Em repercussões inusitadas
Pautando letras inacabadas
Que entre bocas vamos contendo…


Com meus dedos toco
A pele quente em arrepio
Que dedilhando provoco
E brincando desafio
Despertando a avidez
De delírios e excessos
Sem pudores, confessos
Sem rasgos de timidez…

Dos corpos solta-se
A mais bela combinação de odores
Paixão, desejos, afogos e furores…


Os sentidos com que te sinto…
Dominam tão naturalmente…
Já não escondo… não… eu já não minto…








E sendo, porque me arrepias
Como que poesia que nasce
Tu és poema que em mim cresce
Num ápice, livre, em que me desafias…

Só podendo ficar ou ir
Entre querer ou não, eu quero
Mesmo que descer ao inferno
Degrau seja, para ao paraíso subir…

Enleio-me, cego, na alma que me seduz
Onde sorvo ávido cada tom desse desejo
Socorro-me da palavra, que a ti me conduz…

Morrendo suspiros, quase gritos
Tremo convulso, como que à boca, te pedindo
Que de vez me mates, ardor que a sufocar-me sinto…:
:
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Rzorpa
(Todos os direitos reservados)




segunda-feira, 12 de março de 2012

Serie GENIAL: MariaBUTTERFLY







É POSSIVEL  SEREM BELAS, A TRISTEZA E A DESILUSÃO?... QUANDO ASSIM CANTADAS...





QUAL PREFERES?


Esfumaste te!
Pergunto me
Onde estas?
Dissipaste te
Sonho maldito
Que eu sonhei!
Pesadelo...
Como te quero
Que já pensei
Em roubar te
Mas tu foste
Como o fumo
Que nem sombra
Deixou!
Como eu odeio...
Não te odiar,
E essa tua boca
Desejar
Desiludi te?
Pois é a vida
Eu desiludi te
E tu iludiste me
Qual a maior das
Desilusões?
Uma mentira bem contada...
Ou uma verdade mal-dita?











TEIA...




A  Teia teceu-te no cetim



 Tempo dito

Ditado sitio dito por ti

Palavras trancadas

                               O dito por nada o nada pelo dito

              Abraçado sem ver



Não olha quem não quer

Não quer quem não sonha

O sonho teceu a teia

                e  a teia teceu-te no cetim



Suaves linhas que vi

                             Dito o tempo

Que não diz...

                         Cala...

Ele não sabe nada.

 Do sonho tecido em teia

Que não tece...

                               Por mim.



MariaBUTTERFLY

Sinto que sabes
Tudo o que dizes
Tudo o que sentes…

Sinto que verás
Tudo o que olhes
Tudo o que inventes…

Sinto-te alerta
A tudo que te acerta
És poeta que mentes
Iludindo a dor que sentes…


Rzorpa

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